Estudos sobre abelhas ganham espaço em encontro no Rio Grande do Sul

A pesquisa científica voltada às abelhas vai ganhar espaço próprio durante o 4º Encontro Abelheiro, em Carazinho, no Rio Grande do Sul. A segunda edição da Colmeia Científica reúne trabalhos sobre temas que vão da produção e sanidade à conservação, tecnologia e desenvolvimento rural. Trabalhos de diversas instituições brasileiras podem se inscrever.
A iniciativa recebe estudos de pesquisadores, professores, estudantes e profissionais ligados à apicultura e à meliponicultura de todo o país. As inscrições podem ser feitas até 23 de agosto, e a apresentação dos trabalhos selecionados está marcada para 26 de setembro.
Mais do que levar pesquisas para dentro da programação de um evento do setor, a proposta é aproximar o conhecimento produzido nas instituições da realidade encontrada por quem trabalha com abelhas. A Colmeia Científica é realizada em parceria com o Centro de Ensino Superior Riograndense (CESURG).
Essa aproximação é considerada importante por César de Souza, presidente do Encontro Abelheiro. “Queremos que as pesquisas ultrapassem o ambiente acadêmico e dialoguem diretamente com quem está no campo, produzindo, enfrentando desafios e buscando soluções”, afirma. Para ele, a troca entre pesquisadores e produtores também pode contribuir para o desenvolvimento da atividade.
Ciência acompanha desafios da atividade
A programação contempla pesquisas em áreas bastante diferentes. Estão entre os temas apicultura, meliponicultura, sanidade e bem-estar das abelhas, polinização e conservação, além de produtos das abelhas e tecnologia.
Também há espaço para trabalhos relacionados à extensão, educação e desenvolvimento rural, economia, mercado e empreendedorismo. Biologia e ecologia, sustentabilidade e serviços ecossistêmicos completam parte das linhas temáticas.
Relatos de experiência e iniciativas de inovação no setor apícola e meliponícola também podem ser submetidos. A diversidade de assuntos permite que a produção científica seja apresentada a partir de diferentes perspectivas e necessidades da cadeia.
Os trabalhos devem ser enviados em formato de Resumo Simples e serão avaliados por uma comissão científica formada por especialistas das áreas correspondentes. A relação dos aprovados deve ser divulgada em 5 de setembro.
Conhecimento também fica registrado
A participação não termina com a apresentação durante o encontro. Os resumos aprovados e apresentados serão reunidos nos Anais do Evento, em publicação digital com registro ISBN (International Standard Book Number), assegurando o reconhecimento formal dos trabalhos como produção científica.
Três pesquisas ainda serão escolhidas como Trabalhos Destaque. O reconhecimento pretende valorizar a qualidade dos estudos e estimular a participação de pesquisadores de diferentes regiões brasileiras.
Para Luis Paulo Baldissera Schorr, professor do CESURG Sarandi e coordenador da Colmeia Científica, a diversidade regional pode enriquecer as discussões. “A expectativa é receber trabalhos de diversas instituições brasileiras, ampliando o intercâmbio de experiências e mostrando diferentes olhares sobre a criação de abelhas e os temas relacionados ao setor”, destaca.
A segunda edição também reforça a intenção de ampliar a discussão sobre o papel das abelhas para além da produção de mel. “Abelha não produz apenas mel. Produz alimento, biodiversidade e futuro”, afirma César de Souza.
O 4º Encontro Abelheiro será realizado de 25 a 27 de setembro, em Carazinho (RS). A programação da Colmeia Científica integra o evento no dia 26 de setembro.
Fonte: Canal Rural Mato Grosso (https://matogrosso.canalrural.com.br/pecuaria/estudos-sobre-abelhas-ganham-espaco-em-encontro-no-rio-grande-do-sul/)
