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Eucalipto e milho aproximam setor florestal da indústria em Mato Grosso

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Encontro Técnico dos Produtores de Árvores de Mato Grosso Foto: Arefloresta
Foto: Arefloresta

A produção de eucalipto e o avanço das agroindústrias de milho em Mato Grosso estão cada vez mais ligados pela demanda por biomassa sustentável. Essa relação esteve entre os temas do Encontro Técnico dos Produtores de Árvores de Mato Grosso, realizado na última sexta-feira (11), em Cuiabá, com a participação de cerca de 120 pessoas de sete estados brasileiros.

Promovido pela Associação dos Reflorestadores de Mato Grosso (Arefloresta), o encontro reuniu empresários, investidores, técnicos, pesquisadores e representantes de órgãos públicos ligados ao setor florestal. A presença de participantes de diferentes regiões também mostrou o interesse pelo desenvolvimento das florestas plantadas no estado.

Para o presidente da Arefloresta, Fausto Takizawa, a participação de outros estados reforça a atenção que Mato Grosso vem recebendo. “A presença de participantes de outros estados mostra que o Brasil está de olho no setor de floresta plantada de Mato Grosso, pois temos esse desafio de fornecer biomassa sustentável e reflorestada para a agroindústria do estado”, avaliou.

A biomassa de eucalipto tem uma conexão direta com as agroindústrias mato-grossenses, principalmente com a produção de etanol de milho. Além de representar uma fonte de energia sustentável, o uso do cavaco de eucalipto contribui para reduzir a pressão sobre a vegetação nativa no estado.

A programação do encontro também colocou a produção florestal em uma perspectiva técnica, com discussões sobre genética, manejo, fertilidade de solos, desenvolvimento das árvores e combate a incêndios. Palestrantes nacionais apresentaram informações relacionadas às pesquisas mais recentes sobre a produção de florestas no mercado brasileiro.

Pesquisa pode ampliar conhecimento sobre eucalipto em Mato Grosso

Entre os participantes esteve o professor da Faculdade de Engenharia Florestal da Universidade Federal de Mato Grosso, Aylson Costa Oliveira. Para ele, as discussões realizadas durante o encontro abriram possibilidades para novos estudos sobre os materiais genéticos utilizados no estado.

Uma das ideias levantadas é a realização de uma pesquisa para avaliar a qualidade dos materiais genéticos de eucalipto plantados em Mato Grosso. O estudo poderia ampliar as informações já disponíveis sobre o desempenho dos clones em diferentes condições.

Atualmente, um projeto desenvolvido pela Arefloresta, Embrapa e Sedec avalia clones de eucalipto considerando produtividade, clima e solo. A proposta apresentada por Oliveira é ampliar essa análise para características relacionadas ao uso da madeira como fonte de energia.

“Isso já está sendo feito. Mas podemos ir além, levantando, por exemplo, a capacidade de queima, que é um aspecto importante para quem usa a biomassa para produzir energia”, explicou.

A avaliação pode gerar informações de interesse para produtores e para as indústrias que utilizam a biomassa, relacionando as características dos materiais genéticos não apenas ao desenvolvimento das árvores, mas também à finalidade energética da produção.


Fonte: Canal Rural Mato Grosso (https://matogrosso.canalrural.com.br/sustentabilidade/eucalipto-e-milho-aproximam-setor-florestal-da-industria-em-mato-grosso/)

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