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Custo do milho recua 0,61% em MT, mas preço segue abaixo do custo total

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Milho Imea
Foto: Imea

O custo total de produção do milho da safra 2026/27 em Mato Grosso recuou 0,61% em junho, para R$ 7.372,88 por hectare. A redução foi influenciada principalmente pela queda de 2,38% nos gastos com fertilizantes e corretivos, que passaram a representar R$ 1.532,66 por hectare.

Os dados fazem parte do projeto CPA-MT, estimado pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) em parceria com o Senar-MT. No mesmo período, o custo operacional total (COT) caiu 0,60%, para R$ 6.057,70 por hectare, enquanto o custo operacional efetivo (COE) recuou 0,63%, para R$ 5.493,40 por hectare.

A redução dos custos ocorreu em um momento de melhora na logística do Oriente Médio. A normalização do fluxo permitiu a retomada das exportações e melhorou as condições de negociação para os compradores, pressionando os preços dos fertilizantes. O atraso nas compras, no entanto, pode concentrar a demanda nos próximos meses e elevar novamente os valores.

Além dos fertilizantes e corretivos, os gastos com defensivos caíram 0,32% em junho, para R$ 913,04 por hectare. Já as sementes subiram 0,95%, chegando a R$ 848,78 por hectare.

Segundo o levantamento, a alta das sementes limitou uma redução maior do custo de custeio, estimado em R$ 3.767,37 por hectare. O indicador apresentou queda mensal de 0,84%.

Preço precisa superar R$ 47 para cobrir custo total

Considerando a produtividade estimada de 128,64 sacas por hectare na safra 2025/26, o produtor mato-grossense precisaria comercializar o milho a R$ 42,70 por saca para cobrir o COE. Para alcançar o COT, o preço necessário sobe para R$ 47,09 por saca. Com isso, o produtor precisa comercializar a saca de 60 quilos acima de tal valor para cobrir o custo total.

O preço médio mensal do milho na safra 2026/27 foi estimado em R$ 44,76 por saca. Com isso, a cotação permanece acima do ponto de equilíbrio do COE, mas abaixo do valor necessário para cobrir o custo operacional total.

O cenário mostra que, mesmo com a queda mensal dos custos, a margem do produtor continua pressionada. A diferença entre o preço médio e o custo total reforça a necessidade de atenção às despesas e ao momento de comercialização da produção.


Fonte: Canal Rural Mato Grosso (https://matogrosso.canalrural.com.br/agricultura/milho/custo-do-milho-recua-061-em-mt-mas-preco-segue-abaixo-do-custo-total/)

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